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Destaques

Câmara aprova nova estratégia para a limpeza e recolha de resíduos urbanos
22-03-2016

Só a CDU votou contra a proposta de acabar com as concessões na recolha de resíduos urbanos e criar um novo sistema que passa pela constituição de uma empresa municipal que vai operar em toda a cidade. Rui Moreira acusou os comunistas de apenas quererem transparência naquilo que não controlam e de serem contra o municipalismo.


A nova solução foi desenvolvida após ano e meio de estudos que a autarquia efetuou com a FEUP - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e foi apresentada ao executivo esta manhã, pelo vereador da Inovação e Ambiente, Filipe Araújo.


Atualmente, a varredura, a recolha de indiferenciados e de reciclados estão concessionados a duas empresas privadas em 50% da cidade. A restante malha urbana é operada pela autarquia.


No novo modelo, toda a cidade será servida pelos mesmos princípios, ou seja, prestação de serviço quanto a varredura e recolha de indiferenciados e serão os serviços da própria autarquia a recolherem os recicláveis em toda a cidade.


Com este novo sistema, a Câmara do Porto pretende ser uma referência nacional e internacional em termos de sustentabilidade nos resíduos, limpeza urbana e na reciclagem. Filipe Araújo, o vereador responsável pela Inovação e Ambiente, acredita que existe um "potencial de crescimento de reciclável, dado que mais de 70% do indiferenciado é potencialmente reciclável."


Por outro lado, o Porto vai, com as alterações que se preparam, diminuir a "pegada ecológica" da cidade, nomeadamente através da utilização de frotas mais sustentáveis e através de um sistema tecnológico de monitorização e operacionalização.


Em preparação está também a criação de uma empresa municipal para o ambiente. A criação desta nova estrutura trará ganhos de eficiência de recursos e poderá impulsionar uma maior libertação de pessoas para incorporar outras divisões da Câmara.


RUI MOREIRA ACUSA CDU


A Câmara espera, com esta mudança de paradigma na recolha e limpeza urbana, não apenas aumentar a eficiência e limpeza da cidade, mas também operar uma diminuição de custos com a Recolha e Limpeza Urbana em mais de 10%.


O novo sistema implica uma forte aposta na formação dos colaboradores, realocando alguns deles noutros serviços da Câmara do Porto, por forma a melhorar a qualidade prestada ao cidadão em ações como a poda de árvores, serviços em jardins e parques.


Apesar disso, a CDU criticou duramente a soluções, opondo-se à criação de uma empresa municipal. Mas, Rui Moreira respondeu ao vereador Pedro Carvalho, acusando os comunistas de quererem empresas públicas centralistas e sem escrutínio, mas de se oporem ao municipalismo.


"As empresas municipais são escrutinadas, são transparentes, são do Estado e, no Porto, não têm dívidas", lembrou o presidente da Câmara, adiantando "os senhores só querem transparência naquilo que não controlam e gostavam de voltar a encher a Câmara do Porto de camaradas, como fizeram no passado. Mas não vai ser esse o modelo que vai ser seguido".


O PS, pela voz de Manuel Pizarro, elogiou as soluções apresentadas pelo independente Filipe Araújo e o PSD votou favoravelmente a proposta, que incluía a intenção de criar a empresa. Tal pormenor acabou por ser retirado do texto, por se ter concluído que não era necessário que fosse aprovado em reunião de Câmara, tendo o resto da proposta sido aprovada com 12 votos a favor e um contra (CDU).




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