Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Câmara do Porto aloja cerca de 300 pessoas no Centro Histórico em regime social
20-04-2017

A Câmara do Porto vai investir quase quatro milhões de euros na reabilitação de 96 fogos no centro histórico, com capacidade para alojar 300 pessoas.


"No fim deste programa vamos colocar 300 pessoas no centro histórico. Uma grande parte são pessoas novas. Menos de meia dúzia de fogos estão habitados e pessoas vão-se manter. Em alguns casos, vamos usar estas casas para transferências dentro do centro histórico. Só este programa representa 3% da população do centro histórico", revelou ontem Manuel Pizarro em reunião de executivo.




Para a Câmara do Porto este é o primeiro programa público para fazer regressar as pessoas ao centro histórico. "Nunca tinha havido uma política da Câmara do Porto que visasse trazer pessoas da periferia para o centro histórico", afirmou Pizarro. Numa primeira fase, autarquia vai dar oportunidade de regresso às pessoas que saíram do centro histórico para bairros e só depois colocará os outros.


Rui Moreira disse a propósito que a futura preocupação da Câmara "será ter mercado de arrendamento disponível para a classe média, porque também tem direito a viver no centro histórico. O mercado não tem capacidade para disponibilizar arrendamento em condições sustentáveis para a classe média, muito menos para habitação social", afirmou o presidente da Câmara, assumindo existir "uma falha de mercado no centro histórico, mas que não é justo dizer que é por causa do turismo".


Segundo Rui Moreira, "muitas pessoas saíram do centro histórico porque quiseram sair" e "agora que o centro histórico tem outras condições, a maré inverteu-se".


Os edifícios situam-se na rua da Arménia, rua de Trás, rua do Infante D. Henrique, rua de Cima do Muro, rua da Reboleira rua Tomás Gonzaga e rua D. Hugo.