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Destaques

Câmara, ACP e FIA fazem esforço inédito na Porto Street Stage do Vodafone Rally de Portugal
11-05-2016

Os impactos positivos da realização da Porto Street Stage do WRC Vodafone Rally de Portugal serão enormes e os transtornos serão mínimos, graças a um esforço conjunto de Câmara do Porto, Automóvel Clube de Portugal (ACP) e Federação Internacional do Automóvel (FIA), responsável máxima pela organização do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).


A Porto Street Stage, que pelas 19 horas do dia 20 de maio se realiza entre a Avenida dos Aliados e a Sé, causará aos portuenses transtornos limitados ao dia da prova, apesar da dimensão e da repercussão mundial que alcançará e que pela primeira vez se realiza na cidade.


Para isso, a Porto Lazer, empresa municipal que ficou encarregue da logística, e o ACP, organizador, traçaram um plano de montagens verdadeiramente notável e um esquema de reconhecimentos inédito na história do Rally de Portugal e mesmo no WRC.


FIA ACEITOU ESQUEMA DE TREINOS INÉDITO PARA O PORTO


O desafio lançado pelo presidente da Câmara, Rui Moreira, foi limitar ao máximo as condicionantes de acesso, evitando que as montagens, preparação e realização da Porto Street Stage implicassem incómodos que fossem além do estritamente necessário. Para isso, a pedido da Câmara do Porto, o ACP propôs à FIA que os reconhecimentos acontecessem no próprio dia e não dois ou três dias antes, como acontece em todos os outros ralis e em todas as outras classificativas do Vodafone Rally de Portugal.


Também as equipas e pilotos do Mundial de Ralis farão um esforço suplementar, já que serão obrigados a reconhecer o percurso a meio da primeira etapa, entre as 12,45 e as 16 horas, ou seja, na própria sexta-feira.


As montagens mais pesadas e que implicarão cortes de trânsito poderão, por isso, ter lugar apenas durante a noite e madrugada de quinta para sexta-feira, deixando a cidade respirar quase normalmente nos dias anteriores à competição.


CÂMARA CRIA LINHA DE INFORMAÇÃO DIRETA


Este esforço inédito de organização mostra também como é importante para ACP e FIA trazer para o Porto o WRC e como está empenhada a Câmara Municipal na minimização dos transtornos provocados aos portuenses. Segundo calculam os técnicos do Pelouro da Mobilidade da Câmara do Porto e da Proteção Civil e Polícia Municipal, com estas medidas, os impactos na mobilidade da cidade serão menores do que os provocados, por exemplo, com a realização anual do cortejo da Queima das Fitas.


Para que nada falhe e para que moradores, comerciantes, operadores turísticos e público possam ter informação e mobilidade durante a sexta-feira da competição, a Câmara do Porto está também a fazer um esforço de informação e comunicação. Todas as moradas diretamente afetadas receberão nos próximos dias um infomail com toda a informação, rua a rua bem como quais os acessos a transporte público disponíveis. Foi também criada uma linha direta bem como um balcão de informações no Gabinete do Munícipe, inteiramente dedicados à prova, no Porto. A linha direta funciona através do telefone 936780108 e do email rally@cm-porto.pt. Havendo ainda informação permanente disponível no portal de notícias do Porto (www.porto.pt).


METRO COM SERVIÇO ESPECIAL


Também a Metro do Porto, com o apoio do ACP e da Câmara do Porto, informará os seus passageiros do serviço especial e reforçado, que estará em vigor no dia e que se prolongará pela noite e enquanto for necessário. A localização das paragens finais das linhas STCP afetadas estão também disponíveis no portal de notícias e estão a ser comichadas por infomail aos munícipes afetados.


Refira-se que, para que os transtornos fossem mínimos, o próprio desenho da Porto Street Stage foi concebido a pensar na mobilidade da cidade, limitando os constrangimentos à zona da prova. Isso foi conseguido fazendo os carros de competição entrar e sair pela Ponte do Infante, o que deixa livre as zonas mais problemáticas da cidade em matéria de trânsito semanal, como a Via de Cintura Interna e todos os seus acessos, bem como zonas como a Galiza, Boavista, Constituição ou Antas, consideradas fulcrais em matéria de escoamento de trânsito.


COMO VER?


O público poderá assistir à Porto Street Stage de várias formas, recorrendo ou não a ingressos pagos. Já se encontram à venda os bilhetes de bancada na bilheteira online da BOL, estando igualmente disponíveis nos locais nas lojas FNAC, Worten, Sportzone, El Corte Ingles, CTT, Pousadas da Juventude, no Teatro Municipal do Rivoli, edifício sede da PortoLazer e, a partir de sexta-feira, numa bilheteira própria nos Aliados.


A organização colocou à venda bilhetes de bancada a 25 euros e a 75 euros (VIP), mas será possível assistir à competição na baixa do Porto em zonas de acesso livre, embora sem bancada. Quem quiser poderá também acompanhar as emoções em casa, através da RTP, que transmitirá cerca de uma hora de classificativa, entre as 19 e as 20 horas. Fora do país será também possível assistir, já que cerca de 160 países terão acesso à transmissão internacional através de diversas estações de televisão.


A QUE HORAS VER?


O programa começa pelas 12,45 horas, com o reconhecimento dos carros do Campeonato do Mundo de Ralis e prossegue com o reconhecimento de carros de ralis clássicos que competirão pelas 17,45 horas. No entanto, todos quererão assistir ao prato forte do dia, que terá lugar às 19 horas, quando os principais pilotos do mundo farão a dupla passagem pelo traçado de 1,850 km na baixa do Porto. Haverá competição até próximo das 22,15 horas.


ONDE PASSA O RALI?


O percurso, que se iniciará junto ao Rivoli, prossegue pela Avenida dos Aliados, no sentido ascendente, passando junto à Câmara do Porto e à Estação de Metro da Trindade, iniciando aí a descida. Junto ao Edifício AXA estará montado um salto (em frente ao qual estará localizada a bancada destinada ao público). Durante o percurso até ao Palácio das Cardosas, os carros farão um desvio até ao lado esquerdo da Avenida dos Aliados e virarão depois para a Estação de São Bento, iniciando a subida da Avenida da Ponte. Um desvio a meio, levará os concorrentes até à Sé, terminando perto da Ponte Luís I. Durante o percurso, além do salto a que serão obrigados, os concorrentes estarão ainda sujeitos a obstáculos, como chicanes e duas pequenas rotundas que terão que contornar.



RETORNO SUPERIOR A 100 MILHÕES

 

Em 2015, mesmo sem a classificativa no Porto, a despesa direta total ('new expediture') gerada pelo WRC Vodafone Rally de Portugal na economia do turismo do Porto e Norte de Portugal, assegurada por adeptos e equipas, atingiu os 65,2 milhões de euros. Os dados fazem parte de um estudo da autoria do Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve, em parceria com a Universidade do Minho.

 

Além deste valor, a audiência acumulada da prova foi estimada em 73,5 milhões de espetadores, que geraram um impacto adicional indireto de 62,2 milhões de euros, dando assim origem a um volume total de 127,4 milhões de euros de retorno para a economia do turismo e imagem do destino.