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Associação Somos Nós vai construir residências em terreno cedido pela Câmara
27-03-2018

O presidente da Câmara do Porto visitou esta manhã o Centro de Atividades Operacionais (CAO) para jovens deficientes mentais da Associação Somos Nós, na zona da Pasteleira, para dar uma boa notícia. O compromisso por si assumido no ano anterior está cumprido. A Assembleia Municipal autorizou, por unanimidade, a constituição do direito de superfície de um terreno camarário adjacente às atuais instalações, que vai permitir à IPSS a construção de residências para os seus utentes.


Quando, há um ano, Rui Moreira inaugurou o Centro de Atividades Operacionais (CAO), comprometeu-se a viabilizar o pedido feito pela presidente da Associação Somos Nós, Filomena Costa, no sentido do Município poder alargar o terreno cedido à IPSS para a construção de residências destinadas aos jovens que a frequentam.

Com efeito, a garantia dada pelo presidente da Câmara do Porto reveste-se agora da necessária aprovação da Assembleia Municipal, que nesta matéria reuniu o consenso de todas as forças políticas, na sessão do passado dia 19 de março. Face a esta decisão, quis Rui Moreira visitar a Associação Somos Nós para dar pessoalmente a notícia.


Esta manhã referiu mesmo que "esta é uma associação exemplar na cidade". Como IPSS que promove a autonomia e integração de jovens deficientes, "tem um historial de apoio a jovens com trissomia 21 e com outros problemas" que é de louvar, considerou.


Fundada há 11 anos, a Associação Somos Nós viu aprovada pela Câmara do Porto, em 2012, a cedência do terreno onde foi possível construir o CAO, que inaugurou em 2017, após a obtenção do financiamento necessário para a sua edificação (entretanto, já conseguiu liquidar à banca a totalidade do seu investimento, cerca de 300 mil euros). Atualmente tem a seu cargo 28 utentes, com capacidade para receber até 30.


Como explicou Rui Moreira, o alargamento deste projeto para residências já estava pensado "antes do meu tempo, mas depois ficou parado". E, na altura em que visitou as instalações pela primeira vez, em março de 2017, foi-lhe dado esse conhecimento. "As residências têm um papel fundamental, porque estamos a falar em adolescentes que vão sobreviver para além da vida dos pais. Podem, portanto, viver em comunidade, com o apoio suficiente para terem autonomia e para poderem desempenhar as suas tarefas", observou.


No entanto, com a proximidade das eleições autárquicas, entendeu o edil que seria prudente o assunto esperar o novo ciclo autárquico, "por razões óbvias". Logo depois, foi possível desencadear todos os procedimentos necessários para a aprovação desta nova cedência, que vai permitir erguer "uma nova valência", precisamente ao lado do CAO, cujo direito de superfície foi igualmente cedido pela Câmara do Porto.
"Esta zona está prevista também em PDM como equipamento, portanto tem todas as facilidades, não tem grandes restrições", rematou Rui Moreira. 




Quatro anos é o tempo previsto para a conclusão do projeto residencial


De acordo com a presidente da Associação Somos Nós, Filomena Costa, quatro anos é o período de tempo estimado para a edificação das residências. Como clarificou ao Porto., o projeto destina-se ao acolhimento dos 30 utentes que a IPSS tem capacidade para acolher. Ainda assim, há possibilidade de o mesmo se adaptar a uma nova realidade: "a ideia é fazer um projeto que seja modelar, que possa sempre ser acrescentado, de forma a termos capacidade para acolher mais utentes".


Na realidade, este desígnio relaciona-se com o futuro destes jovens. "Nós que somos pais vamos muito provavelmente morrer antes deles. Assim, estamos a criar as condições para que sobrevivam de maneira a serem felizes", constituindo, de forma natural, "pequenos grupos que funcionem como famílias". Por isso, a presidente da IPSS reitera: "estamos muito contentes porque temos a confirmação de um pedido feito há mais de um ano".


Por agora, há apenas uma questão que preocupa a arquiteta: "Não temos ainda verba, mas como já temos a experiência deste CAO, que construímos à nossa custa, com certeza isso vai-nos ajudar a conseguir o financiamento necessário para a próxima etapa". Para já, não fica de parte a candidatura ao próximo quadro comunitário, até porque, conclui a presidente, "temos conhecimento que há poucas camas a nível de deficiência mental no distrito do Porto".