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Destaques

Alumia é o novo programa de dinamização cultural para o Centro Histórico
25-11-2016

Pode a luz transformar um espaço? Dar mais vida ao seu património? Pode a cidade cinzenta, granítica, celebrar com luz o seu Centro Histórico?


Depois do Manobras e do Locomotiva, o Centro Histórico do Porto volta a ser o território de intervenção e inspiração para um novo programa de dinamização cultural promovido pela Câmara do Porto, a desenvolver entre dezembro de 2016 e junho de 2017.


Cofinanciado por fundos comunitários, no âmbito do programa Operacional Norte 2020, o projeto tem como mote a efeméride dos 20 anos da classificação do Centro Histórico do Porto como Património Mundial, que se assinala a 5 de dezembro de 2016.


Englobando um vasto conjunto de ações, intervenções e instalações no espaço delimitado pelo Centro Histórico, este programa adotará a designação de Alumia por ter, precisamente, a luz - em todo o seu espectro - como principal ferramenta de exploração, revelação e transformação do património, oferecendo-lhe uma nova leitura e novos significados.


Guiados pela luz, o público - residente e visitante - será convidado a contemplar este excecional legado que sempre foi da cidade e dos portuenses mas que também já é de todos e da Humanidade.


É neste património coletivo, para muitos talvez ainda desconhecido e até oculto, que serão desenvolvidos os vários momentos de programação ao longo dos próximos seis meses, incluindo 13 instalações no espaço público, resultantes de convites a artistas e coletivos, numa primeira fase, e selecionadas por via de convocatória aberta, numa segunda. Num caso e noutro, sempre com a luz, pela sua enorme abrangência de exploração, como fonte e processo de inspiração.

 

Um caminho de luz para celebrar o património


O primeiro momento, coincidente com a efeméride dos 20 anos da classificação do Centro Histórico pela UNESCO, será já a 5 de dezembro com a revelação das primeiras seis instalações físicas que, até 8 de janeiro de 2017, passarão a habitar (e iluminar) o espaço público.


Aos artistas e criativos convidados pediu-se que valorizassem e potenciassem este ativo, provocando um novo olhar e diferentes leituras sobre o património e a sua paisagem envolvente.


O percurso, que será oficialmente inaugurado às 17,30 horas do dia 5 de dezembro, é pontuado por seis instalações artísticas, localizadas, respetivamente, no Jardim da Cordoaria, Largo do Amor de Perdição, Clérigos, Largo dos Lóios, Estação de São Bento e Bairro da Sé.

 

A partir desse dia e até 8 de janeiro de 2017 serão promovidas, diariamente, sempre a partir das 17,20 horas, várias visitas guiadas pelo Centro Histórico e por este percurso de luz, através do Serviço Educativo do projeto Alumia, numa parceria com a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto.

 

Lançamento da convocatória aberta


O Dia Nacional dos Centros Históricos, que se assinalará a 25 de março de 2017, constituirá outro dos momentos de programação do Alumia, com a apresentação de sete novas instalações no espaço público, estas selecionadas por via de uma convocatória aberta.


As propostas deverão concretizar instalações físicas que privilegiem a transformação da visita noturna ao património pelo que a luz deverá ser, uma vez mais, a principal ferramenta de exploração dos criativos, estudantes, amadores ou profissionais que poderão concorrer a título individual ou coletivo.


A convocatória aberta é lançada oficialmente esta sexta-feira, 25 de novembro, sendo o dia 30 de dezembro a data limite para a entrega das propostas. A empresa municipal PortoLazer atribuirá 3.750 euros para a concretização e instalação de cada uma das propostas selecionadas pelo júri e que serão distribuídas ao longo de um percurso entre o Passeio das Virtudes e as Escadas da Vitória.


O regulamento e a ficha de inscrição serão disponibilizados, a partir desta sexta-feira, no sítio oficial do projeto, em www.alumia.eu, onde estarão disponíveis, também, outras informações relacionadas com o projeto.


Promovido pela Câmara do Porto, o Alumia resulta de uma candidatura submetida e aprovada no âmbito do Programa Operacional Norte 2020. O valor global do projeto é de 387 mil euros, cofinanciados em 85 mil por fundos comunitários.