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Destaques

A Feira do Livro esteve no centro de um fim de semana cheio de música e animação
07-09-2020

Com a Feira do Livro do Porto a entrar na derradeira semana, o recinto nos Jardins do Palácio de Cristal continua a ser o epicentro da música e animação na cidade. Neste fim de semana não foi diferente, com espetáculos para todos os gostos.


Domingo marcou a primeira apresentação de ArQuéTipo, pela companhia Radar 360º. ArQuéTipo é uma performance escrita para o espaço público que convida o espectador a refletir sobre o tema do "Amor" na sociedade contemporânea. A linguagem artística do projeto situa-se entre a dança e a acrobacia. Este espetáculo voltará a ser apresentado no domingo, dia 13 de setembro, o derradeiro da presente edição da Feira do Livro. A sessão está marcada para as 19 horas no Terreiro do Lago, cuja lotação está limitada a 80 lugares. A entrada é livre, pela ordem de chegada.


Também no domingo, houve Trengos à solta no recinto da Feira do Livro. Ariana Silva, Mafalda Gonçalves e Pedro Matias deram corpo às propostas de circo contemporâneo integradas no ciclo Trengolas, organizado pela Erva Daninha, e que surgiu em alternativa ao Festival Trengo.


Antes, no sábado, houvera a segunda exibição do espetáculo Reabilitação do poeta desiludido, protagonizado pelo Bairro dos Livros, cujo conceito parte de uma viagem não cronológica pelos grandes artesãos da palavra do século XX em Portugal. Trata-se de uma experiência poética imersiva, que terá mais uma sessão no sábado, dia 12 de setembro, às 18 horas. O palco será a Ilha, cuja lotação está limitada a 20 lugares. A entrada é gratuita, por ordem de chegada, até ao preenchimento do espaço.


Feira da Alegria e Mini Portobelo


Este também foi o fim de semana em que a Feira do Livro recebeu a Feira da Alegria. Este mercado de edição, transumância gráfica e escatologia comercial reúne, desde 2015, estruturas e formas de sobrevivência criativas, genericamente categorizadas como alternativas ou independentes.


Ao longo de todo o dia de sábado e domingo, no terreiro da Biblioteca, estiveram presentes coletivos de serigrafia, gravura, tipografia, ilustradores, editores, artistas, numa combinação heurística entre artes visuais, som e literatura.


Para um público mais jovem, o Mini Portobelo cumpriu a 61.ª edição com muita alegria no reencontro de todos. Este mercadinho feito de crianças e para crianças, em que os mais pequenos vendem os seus livros já lidos e brinquedos usados a preços simbólicos, reveste-se de uma vertente lúdica, criativa e espontânea, tendo as crianças como protagonistas.


Música na Feira


No que à programação musical diz respeito, sexta-feira já tinha sido dia de regresso do ciclo "Porta-Jazz ao Relento", que levou ao Lago dos Cavalinhos o concerto de A incerteza do trio. Este trio, nascido das afinidades musicais e pessoais dos seus elementos, dos seus imaginários, da sua forma de ver e de fazer música, mostrou como podem harmonizar-se as partes escritas e improvisadas da música.


O ciclo, com curadoria da Associação Porta-Jazz, prosseguiu no sábado, com a subida ao palco de CORETO. Formado por 12 músicos ligados à cidade do Porto, cujas atividades individuais são reconhecidas na cena jazzística nacional e internacional e que é reconhecido como um dos mais importantes grupos de Jazz em Portugal, o CORETO apresentou o seu quarto disco, Analog.

A música também passou pelo terreiro da Casa do Roseiral, com o ciclo "Concertos de Bolso", programado pelo Maus Hábitos, a apresentar na sexta-feira as atuações de Spitz e Keso. A primeira é uma MC nortenha, membro do coletivo Zona 4, e inserida no projeto de rap hardcore Triade Negra. Keso é o nome artístico de Marco Ferreira, um músico e DJ da cidade do Porto que conta já com quatro discos de originais no seu repertório, recentemente editou a compilação "Sinceramente Porto".

No sábado repetiu-se a sessão dupla no terreiro da Casa do Roseiral, com a harpista espanhola Angélica Salvi, radicada no Porto desde 2011, a subir ao palco. Também houve atuação de Osso vaidoso, o duo criado por Ana Deus e Alexandre Soares.

Também houve "Concertos de Bolso" no domingo, com os espetáculos dos MEERA, um trio que revela uma eletrónica tão apaixonada pelos anos 80 como excitada pelo presente, e dos White Haus, o projeto a solo de João Vieira (DJ Kitten/X-wife).


Para mais informações visite o site oficial da Feira do Livro ou o Facebook.

Consulte aqui a programação completa da Feira do Livro do Porto 2020.