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Destaques

4.º Fórum Participativo reúne especialistas para debate sobre Consumos
01-02-2018

Decorreu esta tarde, na Casa do Infante, o 4.º Fórum Participativo dedicado à temática Consumos. Na sessão de abertura da iniciativa, realizada com vista à elaboração do Plano Municipal de Saúde, o vereador com o Pelouro da Coesão Social e da Habitação, Fernando Paulo, congratulou-se por ver o auditório repleto de gente, para debater um tema que "merece a maior importância para os portuenses e para toda a comunidade".


Validar as linhas estratégicas do futuro Plano Municipal de Saúde é o principal desiderato subjacente à promoção dos Fóruns Participativos, referiu esta tarde o vereador do Pelouro da Habitação e da Coesão Social, Fernando Paulo, na sessão de abertura do quarto e último encontro. Na sessão, que mais uma vez provou suscitar o interesse de profissionais da área da saúde, de ação social e demais agentes educativos, o vereador sublinhou que estas iniciativas são determinantes para "a operacionalização do Plano, numa perspetiva articulada, sinérgica e sustentável".

Nesse sentido, em cada fórum o tema a debater esteve ligado "a um dos quatro eixos de intervenção que constarão do Plano Municipal de Saúde", elucidou. Ao quarto debate que hoje se realizou, sob o tema "Consumos", antecederam-se outros três fóruns, designadamente "Crescer e Viver no Porto", "Bem-Estar Emocional, Psicológico, Social" e "Alimentação Equilibrada".

Nesta última jornada de trabalho, pretendeu-se "debater questões relacionadas sobre os consumos de substâncias lícitas e ilícitas", numa perspetiva de prevenção dos mesmos, "com particular enfoque nos grupos de maior risco", acrescentou Fernando Paulo.
Declarando que a saúde dos portuenses é uma preocupação do Município, o vereador distinguiu entre duas ações - a promoção da saúde e o tratamento da doença -, explicando que o foco da autarquia incide no primeiro ângulo. "Promover a saúde das populações é, seguramente, mais eficaz do que procurar recuperar a saúde perdida", constata Fernando Paulo.

Neste campo, há décadas que as autarquias têm vindo a dar o exemplo, entende o responsável pelo Pelouro da Coesão Social e da Habitação, quer através de um "correto planeamento urbanístico, quer do abastecimento de água potável, do saneamento ou da mobilidade". Por isso, considera, "podemos afirmar que o Porto tem cumprido a sua missão".



Considerando não ser a promoção da saúde "uma tarefa fácil", Fernando Paulo está ainda assim otimista quanto às redes de parcerias que se podem estabelecer, "numa perspetiva de planeamento integrado". Para que esse plano seja exequível, propõe o vereador "o redirecionamento de uma parcela considerável do investimento a montante". Na sua operacionalização, as autarquias, advoga, devem ser parte ativa na definição dos planos locais e regionais de saúde, e dos planos prioritários que dele resultam.

Complementarmente, sugere, "podemos e devemos lançar iniciativas próprias", com o apoio das instituições de saúde do Porto - o Centro Hospitalar do Porto, o Hospital de São João, o IPO, os ACES -, "mas também com as instituições de educação da cidade, referenciadas entre as melhores do país e também a nível internacional".

Atualmente, o Município procura acompanhar todo o trabalho realizado pelas Unidades de Saúde e participa em todos os órgãos de natureza consultiva. Aliás, em colaboração com a ARS Norte, a Câmara do Porto elaborou a Carta de Equipamentos de Cuidados de Saúde Primários, informou. E recordou ainda que a autarquia está a construir a Unidade de Saúde Familiar de Ramalde, ao passo que a ARS Norte se encontra a requalificar a Unidade de Saúde da Batalha e a construir o novo centro de saúde do Cerco.

O quarto Fórum Participativo foi moderado por Henrique Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, contando com as intervenções de Inês Abraão, representante da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependência da ARS Norte, e de Manuel Rosas, do Gabinete Cidade Saudável, da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

A elaboração do Plano Municipal de Saúde partiu da convergência de esforços entre o Departamento Municipal de Desenvolvimento Social e a Divisão Municipal de Saúde, organismos da autarquia que integram o Pelouro da Habitação e Coesão Social. A organização dos Fóruns Participativos assumiu-se como uma das ações primordiais que concorre para a elaboração do documento, enquanto espaço privilegiado para a discussão, participação e envolvimento de todos os skateholders e da comunidade em geral.