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31 de Janeiro: Porto não esquece quem fez dele a cidade da Liberdade
31-01-2020
Os portuenses voltaram hoje ao Cemitério do Prado do Repouso onde, junto do monumento ao 31 de Janeiro, lembraram e homenagearam a revolta desse dia em 1891 pela defesa da implantação do regime republicano em Portugal.

A cerimónia serviu para mostrar que a cidade não deixa esmorecer o espírito desse movimento, como fez questão de sublinhar o presidente da Assembleia Municipal do Porto, Miguel Pereira Leite, que aproveitou para aludir também à Revolução Liberal de 1820 (cujo bicentenário vai ser celebrado ao longo deste ano)  para evocar a um tempo dois dos "momentos determinantes para o país" em que, pelas suas tradições revolucionárias, o Porto foi fulcral.

Para Miguel Pereira Leite, esses "dois acontecimentos que traçaram a nossa História e que se repercutiram até aos dias de hoje", a nível político, económico e social, "são nosso legado e, por isso, temos de os reiterar com determinação, pelo que significaram e significam quando se fala nos princípios basilares da justiça e da liberdade que permitem cimentar uma sociedade vindoura coesa, capaz e equilibrada". É que - vincou o presidente da Assembleia Municipal - "o Porto é uma cidade com Memória e não esquece aqueles que a transformaram na cidade da Liberdade".

Além do autarca, a cerimónia contou com intervenções do presidente da Assembleia Geral da Associação 31 de Janeiro, Carlos Nunes, do comissário geral das Comemorações da Revolução Liberal do Porto de 1820, Pedro Baptista, do presidente da Associação Nacional de Sargentos, António Lima Coelho, do presidente da Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro, Luís Cameirão, e do Grão Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano, Carlos Vasconcelos.

Antes, porém, houve um cortejo através do cemitério, desde o Largo de Soares dos Reis até ao monumento aos Heróis do 31 de Janeiro de 1891, ao som da marcha "Cidade Invicta" interpretada ao vivo pela Banda de Parada da ESMAE, dirigida pelo Professor Antonio Saiote. A cerimónia incluiu também o tradicional içar da Bandeira Nacional e canto do Hino Nacional, junto ao monumento, onde foram colocadas coroas de flores.