Filipa Brito
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Porto está a ser desenhado por 800 "urban sketchers"
20-07-2018
Está a decorrer no Porto, até este sábado, a 9.ª edição do Simpósio Internacional dos Urban Sketchers, um evento que reúne autores de diários gráficos de mais de 46 nacionalidades. O Porto. foi ao encontro deles.
O movimento Urban Sketchers iniciou-se nos Estados Unidos, sendo esta a primeira edição na cidade do Porto.
Do programa fazem parte workshops e "sketchwalks". Quatro coordenadores, incluindo um português, são os "jornalistas de serviço", cuja função é reportar o evento através do desenho.
O logotipo do encontro - uma Torre dos Clérigos que se inclina para espreitar o trabalho dos sketchers - é da autoria da sketcher portuguesa Isa Silva, escolhido entre 24 trabalhos de concorrentes de todo o mundo.
Isa Silva explica o que a levou a criar o logotipo vencedor: "Sempre gostei da Torre dos Clérigos, e quando vi as regras do concurso vi que é um tipo de desenho que se enquadra na linha de algumas tendências dos sketchers, que é a de distorcer os objetos".
Amanhã, 21 de julho, é o dia mais longo, o de encerramento, no qual se vai realizar um leilão silencioso, em que os sketchers contribuem com os desenhos que quiserem, as pessoas indicam no desenho o valor que dão e o dinheiro reverte para a Associação (de Sketchers).
Este é o segundo simpósio dos Urban Sketchers realizado em Portugal e "o mais participado de sempre, com cerca de 800 sketchers de todo o mundo, incluindo, pela primeira vez, a participação de crianças. Não há competição, a pessoa desenha o que quer, com os materiais que quer, e a única regra é desenhar em caderno", refere ainda Isa Silva, neste evento como participante.
Segundo contou ainda ao Porto. no Terreiro da Sé, "houve tanta procura que se alargou o número de participantes. Está também a acontecer um fenómeno muito engraçado, que é o Simpósio Vadio, pessoas que não se inscreveram mas que aparecem, e embora não participem nos workshops e nas atividades podem juntar-se a nós nas zonas livres e públicas, e desenhar, como acontece aqui agora".
Ramana Kv, indiano a residir em Hamburgo, refere que este é o seu primeiro simpósio. "Fiquei a saber que existia este encontro de sketchers há cerca de um ano e fiquei como que viciado nisto. É um passatempo meu, não o faço profissionalmente. Em Hamburgo tenho um grupo de amigos sketchers e reunimo-nos para trocar desenhos e conversar. É algo que me deixa muito feliz".
Também Ali Emdad, de Baltimore, Maryland nos Estados Unidos, membro da Associação de Urban Sketchers, conta que este é o primeiro simpósio no qual participa. "O Porto tem vistas muito interessantes e excelentes oportunidades para os artistas, para os sketchers, por isso estou aqui, faço isto por prazer. Eu sou decano associado numa Escola de Negócios".
Céline, francesa, é pintora de profissão mas encontra nos eventos Urban Sketchers a oportunidade para fugir às obrigações do quotidiano e relaxar a desenhar. "É um momento para mim e de partilha com outros sketchers. Aqui faço algo diferente, trata-se mais do momento presente e quando chegar a casa farei algo mais permanente, numa pintura a óleo, por exemplo".
Grey Mason, de cinco anos de idade, é uma das crianças a participar no simpósio. Está a desenhar a fachada lateral do edifício da Sé porque "parece perfeito para desenhar".
Veio de Los Angeles, Califórnia, com os pais e a irmã. Como o próprio Grey descreve, "somos Urban Sketchers, por isso estamos aqui".
Grey começou a desenhar "há muito tempo", quando tinha dois anos, porque gosta de ilustrações e "porque é bonito".
Este simpósio dos Urban Sketchers Portugal (USkP) termina amanhã com a reunião de todos os 800 participantes na Avenida dos Aliados para a foto de grupo e o anúncio do local do próximo encontro.