O Matadouro Municipal promete transformar Campanhã. As obras começam em 2019.
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Pavilhão Rosa Mota será reaberto em 2019 totalmente remodelado.
Filipa Brito
2019 será um ano de investimento recorde por parte da Câmara do Porto.
Miguel Nogueira
Em 2019 começam as obras de uma nova linha de Metro no Porto.
Filipa Brito
Em 2019 arrancam vários projectos de habitação com renda acessível.
Miguel Nogueira
Bairro Rainha Dona Leonor entregue nos primeiros dias de 2019, será habitação social de alta qualidade.
Miguel Nogueira
O Terminal Intermodal será construído depois de décadas de promessas falhadas.
Miguel Nogueira
Câmara espera resolver em 2019 problemas com a empresa da Cultura.
Filipa Brito
Novo sistema de gestão de tráfego pronto para arrancar em 2019.
Miguel Nogueira
Em 2019 todos os moradores do Bairro do Aleixo serão realojados.
Miguel Nogueira
Do Matadouro ao Rosa Mota. Saiba que futuro o Porto lhe reserva para 2019.
01-01-2019
Em 2019 o Pavilhão Rosa Mota estará pronto para ser usado em grandes acontecimentos na cidade e as obras do Matadouro e do Terminal Intermodal de Campanhã terão o seu início. Também a Metro do Porto começará a construir a nova linha e os moradores do Bairro do Aleixo serão realojados. Escolhemos dez dos mais significativos factos que são esperados em 2019 no Porto.
Matadouro como motor da economia de Campanhã
Se 2018 foi o ano do arranque das obras de restauro do Mercado do Bolhão, 2019 deve ser o ano do arranque das obras do Matadouro de Campanhã. A obra encontra-se já adjudicada mas aguarda ainda visto do Tribunal de Contas. Se avançar, e após mais alguns meses de projectos, os trabalhos iniciar-se-ão, estando estimado o investimento (que é privado) em 40 milhões de euros. O Matadouro é entendido por Rui Moreira como um dos investimentos mais importantes do mandato e absolutamente crucial para o desenvolvimento de toda a zona oriental da cidade. Ali vai haver espaço para empresas inovadoras e actividades culturais e sociais.
Pavilhão Rosa Mota pronto
Em 2019 fica pronto o Pavilhão Rosa Mota, cujas obras de recuperação se iniciaram em 2018. Em mau estado há muitos anos, o antigo pavilhão de desportos, depois baptizado com o nome da atleta olímpica, ganhará valências Multiusos, passando a poder receber congressos de média/grande dimensão, espectáculos musicais, exposições e eventos desportivos. O investimento é totalmente privado, havendo ainda um encaixa financeiro para a autarquia. A reabilitação, no valor de 8 milhões de euros terminará em 2019, podendo o concessionário passar a acrescentar uma marca comercial ao nome do pavilhão, que contudo se manterá como "Rosa Mota". A sponsorização do nome teve o acordo da atleta.
Investimento recorde
Nunca um orçamento municipal teve tanto dinheiro previsto para investimento como o de 2019. Depois de anos de Contas à Moda do Porto, o orçamento municipal aproxima-se dos 300 milhões de euros, graças à dinâmica da economia, já que o principal imposto municipal, o IMI, tem vindo a aliviar os munícipes. Também o preço da água baixa no Porto em 2019, apesar de ser já dos mais baixos do país e de ter caído várias vezes no primeiro mandato de Rui Moreira. As principais áreas de investimento previsto no orçamento é a habitação, a área social, o ambiente e a requalificação urbana.
Nova linha do Metro do Porto começa a ser construída
A obra é essencial para densificar a oferta de transporte público na cidade e tornar possíveis novas abordagens de trânsito e mobilidade. A nova linha irá ligar a Casa da Música à estação de São Bento, na Baixa, passando por equipamentos tão importantes como o Centro Materno-Infantil, Hospital de Santo António ou Pavilhão Rosa Mota. Esta linha foi a que maior procura apresentou nos estudos e a que irá permitir aliviar o troço central da Linha Amarela, já actualmente muito saturada. As obras que se deverão iniciar em 2019 terão a duração de dois anos e vão implicar alguns constrangimentos de trânsito na cidade, apesar de ser totalmente enterrada.
Habitação para a classe média
2019 será também o ano do arranque do programa de habitação para a classe média, com renda acessível. Vários projectos serão lançados, a fim de criar condições para que mais gente possa ter acesso à habitação no Porto. Estes projectos serão lançados recorrendo a parcerias com privados, o que permitirá controlar os custos da autarquia com habitação pública, já muito elevados e permitirá elevar a qualidade da construção.
Bairro Rainha Dona Leonor
Era um dos cancros urbanísticos da cidade, com os velhos e "provisórios" blocos, revestidos a amianto a permanecerem há décadas num local sensível da cidade. Um programa lançado pelo Executivo de Rui Moreira no mandato anterior permitiu dividir o terreno existente, aumentar a capacidade construtiva e colocar a concurso um sistema que manterá todos os inquilinos municipais permanecerem no local. Ao lado, o promotor privado fará habitação para venda e com isso financia a construção da habitação social. Este sistema fez com que fosse possível construir habitação social de elevada qualidade, realojar todos os inquilinos e ainda atribuir casas a mais famílias em lista de espera, a custo zero para a Câmara do Porto. As casas são entregues no início do ano.
Terminal Intermodal de Campanhã
Prometido à cidade em 2003, o Terminal que fecha o sistema de mobilidade da zona oriental da cidade nunca foi construído. Junto à estação da CP de Campanhã existe já linha de Metro, além da ligação à principal rede de comboios do país. O que ficou a faltar foi o terminal rodoviário, que fechará o ciclo com uma estação de camionagem que irá também aliviar a cidade da pressão deste tipo de transporte. O terminal interligará com equipamentos importantes a conceber na zona oriental, nomeadamente com o Matadouro e com a nova ponte que será construída. As obras do Terminal iniciam-se em 2019 e são possíveis graças a um acordo (Acordo do Porto) estabelecido com o Governo. As obras do Terminal serão aproveitadas pela Câmara para construir um parque urbano e melhores acessibilidades à Estação de Campanhã.
Mais cultura
O chumbo pelo Tribunal de Contas da empresa municipal de cultura pode ter emperrado o programa cultural de Rui Moreira para o Porto, mas não impediu que as principais actividades que estavam em curso parassem. Com alguma "ginástica", tem sido possível manter em elevados padrões o Teatro Municipal do Porto e programas fundamentais como o Cultura em Expansão ou o desenvolvimento dos museus municipais e da galeria municipal. 2019 será contudo um ano fundamental para que o Executivo encontre uma forma de avançar com a estrutura autónoma que sempre desejou para gerir projectos como o do Coliseu (que ainda não tem sob a sua alçada) ou do Cinema Batalha.
Melhor mobilidade
Em 2018 foi adjudicado um novo e moderno sistema de gestão de controlo de tráfego, que irá implicar um investimento de 10 milhões de euros. O sistema permitirá gerir remotamente os semáforos e melhorar os automatismos. O sistema actual está desactualizado e o contrato que a cidade herdou terminava em 2017. Contudo, apesar do concurso ter terminado com sucesso, uma acção de um dos concorrentes em tribunal, com efeitos suspensivos, impediu a implementação do sistema já em 2018. A Câmara aguarda agora a resolução do litígio para poder avançar, o que se espera que possa acontecer em 2019. Em curso estão já as obras na Avenida Fernão de Magalhães, que a tornarão num modelo inovador de transporte público e mobilidade no país.
Realojamentos no Bairro do Aleixo
É um fim de uma triste história, a do Bairro do Aleixo. Concebido num tempo em que se acreditava que a construção em altura podia funcionar para a habitação social, o bairro foi-se degradando durante décadas e tornou-se num conhecido centro de tráfico de droga. O anterior presidente de Câmara concursou um modelo com um fundo privado que não resultou e quando Rui Moreira tomou posse, o fundo estava à beira da extinção, não havia dinheiro, nem casas e duas torres tinham sido demolidas. O actual presidente conseguiu recapitalizar o fundo, encontrar um novo investidor e avançar com um novo contrato que irá permitir resolver, sem prejuízo para a Câmara, o enorme problema encontrado. A degradação das torres levaram Rui Moreira a decidir antecipar o realojamento dos moradores, dando dignidade às famílias que lá habitavam e acabar com o foco de tráfico que representava o bairro. O realojamento estará terminado no primeiro trimestre de 2019.