Poetas "contemporâneos do impossível" têm estreia nas Quintas de Leitura
"O sangue de todas as coisas está debaixo da língua" é o título da primeira sessão deste ano do ciclo poético, que se realiza já na próxima quinta-feira, pelas 22 horas, no Teatro Campo Alegre.
Poetas "contemporâneos do impossível" têm estreia nas Quintas de Leitura
"O sangue de todas as coisas está debaixo da língua" é o título da primeira sessão deste ano do ciclo poético, que se realiza já na próxima quinta-feira, pelas 22 horas, no Teatro Campo Alegre.
"O sangue de todas as coisas está debaixo da língua" é o título da primeira sessão deste ano do ciclo poético, que se realiza já na próxima quinta-feira, pelas 22 horas, no Teatro Campo Alegre.

O serão apresenta em estreia Cláudia R. Sampaio e José Anjos, "dois intensos poetas contemporâneos do impossível", a quem se junta a atriz Teresa Coutinho, nas leituras, e Alexandre Duarte com a acrobacia aérea.

As leituras serão acompanhadas no ecrã pela expressiva pintura de Cláudia R. Sampaio, reveladora de um dramatismo intenso, e a interação com o universo poético faz-se também com a sonoridade distintiva do contrabaixista Carlos Barretto.

A fechar, a noite floresce com a magia dos Best Youth. A dupla do Porto (Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves) brindará a audiência com as suas canções intimistas e viciantes, ora melancólicas ora alegres, dando a conhecer melhor o seu mais recente trabalho "Cherry Dominó".

Dirigida a um público a partir dos 12 anos, a sessão tem a duração de cerca de uma hora e meia e o bilhete custa €7,50.
Porto. Diário.
Presidente da República diz que o projeto do Matadouro é excecional e merece esse reconhecimento pelo TdC
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou esta tarde que "cada dia perdido no projeto de reconversão do Matadouro de Campanhã é um dia perdido para todos os portugueses". O Presidente da República esteve no Antigo Matadouro Industrial, a convite de Rui Moreira, para se inteirar do que ali vai ser feito e sensibilizar "os que ainda não estão convertidos" a reconhecer a excecionalidade da obra que, no seu entender, deve avançar o quanto antes.
Presidente da República diz que o projeto do Matadouro é excecional e merece esse reconhecimento pelo TdC
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou esta tarde que "cada dia perdido no projeto de reconversão do Matadouro de Campanhã é um dia perdido para todos os portugueses". O Presidente da República esteve no Antigo Matadouro Industrial, a convite de Rui Moreira, para se inteirar do que ali vai ser feito e sensibilizar "os que ainda não estão convertidos" a reconhecer a excecionalidade da obra que, no seu entender, deve avançar o quanto antes.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou esta tarde que "cada dia perdido no projeto de reconversão do Matadouro de Campanhã é um dia perdido para todos os portugueses". O Presidente da República esteve no Antigo Matadouro Industrial, a convite de Rui Moreira, para se inteirar do que ali vai ser feito e sensibilizar "os que ainda não estão convertidos" a reconhecer a excecionalidade da obra que, no seu entender, deve avançar o quanto antes.

No epicentro do Antigo Matadouro, o Presidente da República agradeceu ao Presidente da Câmara do Porto a oportunidade de conhecer no próprio local um projeto que o seduziu desde a primeira hora. E explicou porquê: no seu passado enquanto autarca, Marcelo Rebelo de Sousa esteve envolvido em dois projetos fundamentais para a reconfiguração da cidade de Lisboa, mas também do país: a Expo 98 e o Centro Cultural de Belém.

"Como autarca tive a oportunidade de acompanhar intimamente o por de pé o projeto Expo 98. Estava na Câmara de Lisboa uma maioria liderada por Jorge Sampaio e eu liderava a oposição. No entanto, entendi que há questões transversais, de regime e até de incidência nacional". Por isso, aproximou-se à maioria municipal nesta questão, o que "permitiu formar unanimidade em torno de um projeto urbanístico que era municipal, mas também tinha dimensão nacional".

Outra experiência mais antiga, recordou, foi a da integração numa equipa que preparou um projeto para o Centro Cultural de Belém que, embora não ganhadora, possibilitou ao atual Presidente da República "trabalhar com arquitetos e urbanistas num projeto igualmente multidimensional, daqueles que muda a face de uma cidade".

Feita esta contextualização, a ligação ao Matadouro de Campanhã era óbvia. "Estão a perceber porque tive grande facilidade em vir apoiar este projeto para o Antigo Matadouro Municipal. Não apenas por ser um projeto transversal, concitando a unanimidade das forças políticas, mas sobretudo por se tratar de um projeto que é multidimensional, porque tem cultura, economia e coesão social. Tem, portanto, inúmeras vertentes que lhe dão condições para abrir caminho para um polo urbano único na oportunidade, no tempo, espaço e no consenso social".

Como enfatizou Marcelo Rebelo de Sousa, evocando a sua experiência, "isto não acontece muitas vezes na vida". Até porque, considera, a força de um município "está na sua coesão social", na qual se inclui a própria coesão territorial. 

Para o Chefe de Estado é "nas zonas que correm o risco de ficar para trás que se deve apostar forte", pois, caso contrário, "corre-se o risco de ser redundante e de acentuar assimetrias e condenar quem já está em risco de ficar condenado".

Fazendo o paralelismo com a freguesia mais oriental do Porto, constatou que "ao longo de demasiadas décadas se verificou uma marginalização de uma realidade riquíssima que é Campanhã, tanto do ponto de vista humano, social como comunitário".



Reconversão do Matadouro é "fazer urbanismo de futuro"

Referindo-se ao projeto do Matadouro, o Presidente da República disse que quando percebeu que "o que estava em causa era religar tecido urbano, pondo fim ao risco de uma marginalização, corrigindo as vias de comunicação que tinham constituído uma espécie de muro de fronteira" só podia apoiar o projeto. Tanto mais que vai ser construída uma ponte (no sentido figurado e literal) "contra tudo o que muitos considerariam improvável", e erguido um polo cultural, museológico, de indústrias criativas e empresarial.

Isto é "fazer urbanismo de futuro" concluiu Marcelo Rebelo de Sousa perante uma sala repleta de gente, destacando ainda como vantagem o facto de, findo o período da concessão de 30 anos, e onde os privados vão investir cerca de 40 milhões de euros, o imóvel regressar à esfera municipal.
"Gostei de neste projeto a propriedade continuar pública. Porque é que as jóias da coroa tem de ser alienadas?".

Fazendo referência ao "arrojo" de envolver no projeto o arquiteto japonês Kengo Kuma, "apostando em quem na outra ponta do mundo cria e fica seduzido por esta oportunidade", o Presidente da República sublinhou a "oportunidade raríssima" de intervencionar uma área desta dimensão.

Admitindo que pode sempre dizer-se que outros modelos poderiam ter sido seguidos, Marcelo Rebelo de Sousa deixou uma observação: "quem é mandatado para fazer as escolhas? Os autarcas" eleitos pelos cidadãos.

"O que é excecional exige soluções excecionais"

Pelo facto de ser um projeto tão singular, a dúvida de "não caber nos quadros clássicos da visão administrativa do sistema português" é ultrapassada com uma simples resposta: "o que é excecional exige soluções excecionais", disse Marcelo Rebelo de Sousa relembrando o exemplo da Expo 98.

"Este é um grande projeto urbanístico. É uma realidade que não é de um presidente, de uma câmara ou de um mandato. Projeta-se no tempo e no espaço, até porque as pessoas passam. Uma opção destas quer-se para perdurar nos seus efeitos transformacionais. Entendo que é uma oportunidade a não perder", atestou.

"Como é que depois os juristas, burocratas e tecnocratas enquadram esta realidade de uma forma que a seus olhos não violente os princípios constitucionais? Isso parece-me, apesar de tudo, fácil de concretizar perante a singularidade da ocasião".

A mensagem do Chefe de Estado português tinha um destinatário claro: o Tribunal de Contas (TdC), que desde agosto de 2018 tem na sua posse o projeto do Matadouro, mas passados todos estes meses ainda não deu luz verde com o visto para que a obra possa avançar. Isto porque, de cada vez que o TdC levanta questões ao Município (sendo todas elas respondidas), o prazo de 30 dias que tem para se pronunciar é suspendido e, posteriormente, a contagem dos dias retomada do seu início.

"Com o muito que aprendi enquanto autarca e em matéria urbanismo e de coesão social, perante uma oportunidade destas não podia deixar de manifestar o meu apoio, que é baseado no bom senso", declarou.

"Se há vontade autárquica unânime, se há uma oportunidade única, se há um projeto revolucionário numa área única, que encontra uma expressão não apenas arquitetónica, mas também urbanística global, importante para o Município e para a Região", com escala nacional e internacional, "então metamos mãos à obra, tratemos de converter os ainda não-convertidos e encontrar as soluções adequadas para que os não-convertidos se convertam rapidamente".

Nas palavras finais de Marcelo Rebelo de Sousa, "cada dia perdido num projeto destes é um dia perdido para todos os portugueses".

"Matadouro corporiza o que a cidade quer há cinco anos"

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara do Porto lembrou que esta é uma ambição da cidade desde 2013, uma espécie de "virar de página", e que deste projeto depende a coesão territorial da cidade.

A estratégia está desenhada e Rui Moreira quer pô-la em prática o mais rápido possível. Até porque ali vai nascer a rua do Porto, onde a população poderá "facilmente aceder aos meios de transporte [Terminal do Dragão] através de uma ponte", circulando entre projetos de cariz empresarial, social, cultural, galerias de arte e ateliers de artes e ofícios tradicionais.

Plano corroborado pelo arquiteto Diogo Brito, do gabinete de arquitetos OODA (coautores do projeto em parceria com Kengo Kuma), que explicou os pormenores do projeto, salientando que o "grande desafio será pegar no edifício e colocá-lo de novo à superfície".

E Rui Moreira, que não negou a sua satisfação por ter sido uma empresa portuense a vencer o projeto (a Mota Engil), está convicto de que "este é o local indicado para cerzir o território, presidindo ao pensamento estratégico de reabilitação de toda a zona oriental da cidade".

"Agora só precisamos de lançar agora mãos à obra", concluiu o autarca.
Porto. Diário.
Há menos 136 ninhos de vespa asiática na cidade
O Município do Porto procedeu no ano passado ao extermínio de 136 ninhos de vespa velutina, também conhecida como vespa asiática. O número reflete o aumento da intervenção em 30 ninhos comparativamente ao ano de 2017.
Há menos 136 ninhos de vespa asiática na cidade
O Município do Porto procedeu no ano passado ao extermínio de 136 ninhos de vespa velutina, também conhecida como vespa asiática. O número reflete o aumento da intervenção em 30 ninhos comparativamente ao ano de 2017.

O Município do Porto procedeu no ano passado ao extermínio de 136 ninhos de vespa velutina, também conhecida como "vespa asiática". O número reflete o aumento da intervenção em 30 ninhos comparativamente ao ano de 2017.


A vespa asiática representa um risco para a apicultura, produção agrícola, ambiente e também para o bem-estar e a segurança dos cidadãos, embora não seja considerada individualmente mais perigosa para seres humanos do que a vespa europeia.


Quando perturbada, esta espécie poderá representar um risco para as pessoas, devido à sua picada, tal como acontece com as de outras vespas e de abelhas. No entanto, dada a visibilidade dos ninhos de vespa velutina e a maior probabilidade de contacto com os mesmos, esta espécie pode constituir um risco acrescido para as populações nos locais de ocorrência mais frequente.


Tendo isto em consideração, o Município do Porto promove a destruição dos ninhos que são detetados no concelho, como medida de controlo da proliferação daquela espécie.


Em caso de avistamento de ninho, os cidadãos têm ao seu dispor os seguintes canais: Portal www.sosvespa.pt; serviços municipais do Ambiente (através do contacto telefónico 228 349 490); linha SOS AMBIENTE (808 200 520); a Junta de Freguesia mais próxima do local de deteção ou suspeita.


A vespa velutina é uma espécie não indígena, predadora da abelha europeia, encontrando-se por enquanto circunscrita ao norte e centro do país, de acordo com a informação constante no Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal.


A presença desta espécie de vespa foi confirmada em Portugal em 2011, sendo que o principal impacto conhecido desta espécie é a predação das abelhas.


+Info: Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da vespa velutina em Portugal

Porto. Diário.
The Telegraph escreve sobre "momento mágico de rejuvenescimento" do Porto
Para o jornal britânico The Telegraph, a cidade vive "um momento mágico de rejuvenescimento". Motivo para, na sua edição online, propor ao leitor a descoberta do Porto em 48 horas. As sugestões incluem o Mercado Temporário do Bolhão, o quarteirão das artes de Miguel Bombarda e uma descida até à Ribeira pela "bonita Rua das Flores".
The Telegraph escreve sobre "momento mágico de rejuvenescimento" do Porto
Para o jornal britânico The Telegraph, a cidade vive "um momento mágico de rejuvenescimento". Motivo para, na sua edição online, propor ao leitor a descoberta do Porto em 48 horas. As sugestões incluem o Mercado Temporário do Bolhão, o quarteirão das artes de Miguel Bombarda e uma descida até à Ribeira pela "bonita Rua das Flores".

Para o jornal britânico The Telegraph, a segunda cidade do país vive "um momento mágico de rejuvenescimento". Motivo para, na sua edição online, propor ao leitor a descoberta do Porto num fim de semana. As sugestões incluem o Mercado Temporário do Bolhão, o quarteirão das artes de Miguel Bombarda e uma descida até à Ribeira pela "bonita Rua das Flores". 


Conciliando o "antigo charme de Velho Mundo" com "uma explosão de Novo Mundo", o Porto é mais uma vez tema do conceituado matutino, que não esquece a ligação centenária que a cidade tem com a marinha mercante inglesa e com a história do Vinho do Porto.


Atualmente, as suas margens estão povoadas de cosmopolitismo, mas a transformação da cidade é, na opinião do cronista Oliver Balch, que está cá a viver, nitidamente marcante pela "ressurgente cena cultural", dando como exemplos os concertos que têm lugar na Casa da Música e as galerias de arte de Miguel Bombarda.


Não se rendendo à "turistificação" como muitas outras cidades europeias, os portuenses não abrem mão do seu modo de ser, de estar e das suas tradições, elogia o The Telegraph.


No roteiro de dois dias, Oliver Balch sugere a utilização da "fantástica rede de metro", que num piscar de olhos transporta qualquer pessoa do Aeroporto Francisco Sá Carneiro ao centro da cidade, por uma quantia considerada razoável.


Entre novos e antigos espaços de restauração, spots noturnos e propostas culturais, o artigo propõe uma visita matinal ao Mercado Temporário do Bolhão. "Devido às necessárias obras de restauro, os comerciantes instalaram-se temporariamente no centro comercial La Vie, na Rua de Fernandes Tomás. O novo local tem outras condições que o edifício centenário já não reunia, mas o atual mercado continua movimentado e tão confuso como sempre".


A contemplação dos azulejos que ornamentam igrejas, monumentos e outros edifícios da Baixa do Porto, como a emblemática Estação de São Bento, é outra das propostas a ter em conta, assim como caminhadas a pé por artérias recentemente pedonalizadas, como é o caso da Rua das Flores.


Não poderia deixar ainda de se incluir no roteiro uma subida à Torre dos Clérigos, local que oferece uma vista privilegiada sobre a cidade a 360 graus. Este monumento atingiu em 2018 o recorde de 1,3 milhões de visitantes.


Ali bem próximo, no Passeio das Virtudes, sugere-se a contemplação do pôr-do-sol com o Oceano Atlântico como pano de fundo, mas o melhor mesmo é ler o artigo na íntegra e descobrir a Invicta pelo olhar de um britânico que vive na cidade.


Nos últimos tempos, o The Telegraph tem publicado várias notícias sobre o Porto, porque entende que aqui estão a florescer "novas tentações e atrações" e também porque "tal como na vida, muitas das melhores coisas para se fazer no Porto são gratuitas".

Porto. Diário.
Hotel vai dar nova vida ao edifício da antiga sede do FC Porto nos Aliados
A antiga sede do Futebol Clube do Porto (FC Porto), atualmente devoluta, localizada nos números 321, 325 e 329 da Praça do General Humberto Delgado, será reconvertida numa nova unidade hoteleira, num investimento de 2,8 milhões de euros. A cerimónia de lançamento dos trabalhos de reabilitação decorreu esta manhã com a presença de Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, e de Pinto da Costa, presidente do FC Porto.
Hotel vai dar nova vida ao edifício da antiga sede do FC Porto nos Aliados
A antiga sede do Futebol Clube do Porto (FC Porto), atualmente devoluta, localizada nos números 321, 325 e 329 da Praça do General Humberto Delgado, será reconvertida numa nova unidade hoteleira, num investimento de 2,8 milhões de euros. A cerimónia de lançamento dos trabalhos de reabilitação decorreu esta manhã com a presença de Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, e de Pinto da Costa, presidente do FC Porto.

A antiga sede do Futebol Clube do Porto (FC Porto), atualmente devoluta, localizada nos números 321, 325 e 329 da Praça do General Humberto Delgado, será reconvertida numa nova unidade hoteleira, num investimento de 2,8 milhões de euros. A cerimónia de lançamento dos trabalhos de reabilitação decorreu esta manhã com a presença de Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, e de Pinto da Costa, presidente do FC Porto.


O presidente da Câmara do Porto começou por saudar a decisão tomada pelo clube desportivo de "valorizar este edifício histórico" sem o alienar. "É um edifício muito emblemático para cidade e para o clube, que os sócios sempre se habituaram a ser a sede do clube e vai continuar a ser um edifício do FC Porto, um edifício que agora se adequa o seu uso às necessidades da cidade e às não necessidades do clube", disse Rui Moreira na sua intervenção.

O edil recordou como estavam há uma década os edifícios na Avenida dos Aliados e sublinhou a necessidade fundamental de se adequarem aos novos usos da cidade.

"A manutenção e a reabilitação dos edifícios é uma questão fundamental e eles [os edifícios] devem associar-se aos novos usos da cidade. Da mesma maneira que no passado houve aqui clínicas, bancos, companhias de seguros, se hoje houver hotéis e outras atividades, certamente que demonstra que a cidade é capaz, está viva e, portanto, sabe interpretar aquilo que os cidadãos querem, que é ter uma cidade vibrante e os seus edifícios simbólicos reabilitados".

E acrescentou que, neste caso em concreto, é uma reabilitação que "não custa nada ao Estado, não custa nada à Câmara Municipal do Porto, não custa nada ao contribuinte" .

Rui Moreira disse ser um "sinal de grande satisfação" a "visão do FC Porto ao manter o edifício" e, simultaneamente, permitir que "a iniciativa privada aqui construa alguma coisa que, ao mesmo tempo, vai dignificar a cidade e acautelar os interesses patrimoniais em presença".

O histórico presidente do FC Porto explicou que se trata de uma concessão por 20 anos ao grupo Lúcios Engenharia e Construção e que o edifício se mantém na posse do clube.

Recordando as muitas noites que passou na antiga sede do clube em reuniões, a festejar vitórias ou a tomar grandes decisões, Pinto da Costa disse ser "com grande emoção" que vê "que este prédio vai continuar, não vai desaparecer".

"É muito importante aquilo que hoje conseguimos finalizar: todo o projeto para que este edifício se mantivesse e daqui nascesse mais uma obra que vai orgulhar a cidade do Porto, no seu coração, aqui mesmo em frente aos Paços do Concelho", referiu o responsável máximo pelos azuis e brancos.

"E vai ser um orgulho do FC Porto, dos portuenses e de todos aqueles milhares que nos visitam permanentemente", disse Pinto da Costa, em declarações finais aos jornalistas.

A cerimónia de apresentação contou ainda com as presenças do presidente executivo da empresa de construção civil Lúcios Engenharia, Filipe Azevedo, e do presidente executivo da sociedade gestora de fundos de capital de risco e de reestruturação ESC Capital, entre outros.



Hotel de charme deverá abrir no primeiro trimestre de 2020 

O projeto de reabilitação prevê a criação de um hotel de charme com 54 quartos, um restaurante e bar, com forte ligação ao universo do FC Porto e com abertura prevista para o primeiro trimestre de 2020.

A requalificação e renovação representam um investimento de 2,8 milhões de euros por parte da Lúcios Engenharia e Construção, que confiará à ECS Capital a exploração hoteleira do imóvel.

A fachada exterior, construída nos anos 30, será totalmente preservada, bem como a caixilharia de madeira original do alçado principal e a caixa de escadas central e das lajes dos vários andares que se encontram em "excelentes condições".

A unidade hoteleira irá seguir "um conceito elegante, acolhedor e intimista, que recria os grémios literários, desportivos, culturais ou simplesmente ociosos do início do século XX", explica o FC Porto na nota de imprensa.

Antiga sede do FC Porto

Em 1933, o FC Porto alugou o primeiro andar do edifício e transferiu os seus serviços de sede e secretaria, que aí funcionaram até 1982, quando a sede foi transferida para o antigo Estádio das Antas. Manteve-se em atividade na Avenida dos Aliados a secção de bilhar azul e branca (que só foi transferida para o Estádio do Dragão em 2014).

Até à década de 70, era frequente as equipas e os atletas vencedores do clube festejarem as vitórias no edifício que, entre outras curiosidades, recebeu em 1951 a fadista Amália Rodrigues, aquando da sua visita à cidade para angariar fundos a favor da construção do Estádio das Antas.

Ponto de referência é também, na década de 90, a inauguração da Sala de Bilhar do FC Porto, considerada na altura uma das melhores da Europa e que recebeu várias provas internacionais da modalidade.

Porto. Diário.
Porto formou os primeiros juízes sociais para proteger melhor crianças e jovens
A Câmara do Porto reafirmou o seu compromisso com a coesão social e a defesa de crianças e jovens em situação fragilizada, na cerimónia de entrega de diplomas do I Curso de Formação em Juiz Social.
Porto formou os primeiros juízes sociais para proteger melhor crianças e jovens
A Câmara do Porto reafirmou o seu compromisso com a coesão social e a defesa de crianças e jovens em situação fragilizada, na cerimónia de entrega de diplomas do I Curso de Formação em Juiz Social.
A Câmara do Porto reafirmou o seu compromisso com a coesão social e a defesa de crianças e jovens em situação fragilizada, na cerimónia de entrega de diplomas do I Curso de Formação em Juiz Social.

A sessão - realizada nos Paços do Concelho, na passada sexta-feira - incluiu simbolicamente uma conferência do Juiz Conselheiro Armando Leandro, ex-presidente da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, que constitui "uma referência, um monumento vivo de defesa do sistema de promoção e proteção das crianças e dos jovens", como elogiou o vereador com responsabilidades na área da Coesão Social, Fernando Paulo.

Conferindo diploma a 51 juízes, o curso foi promovido pela autarquia em parceria com a Universidade Fernando Pessoa e visou dar formação específica aos magistrados, tendo por objetivo "um perfil capaz de dar resposta a uma boa administração da Justiça no âmbito da promoção dos direitos e proteção das crianças e dos jovens", disse o vereador.

Destacando as atribuições do Município nesta matéria, Fernando Paulo referiu que a presença do Juiz-Conselheiro Armando Leandro constituiu uma chamada de atenção para as responsabilidades individuais e coletivas na proteção de crianças e jovens e declarou estar o Porto empenhado em "conseguir mais e melhor coesão social".

Para o vereador, "o sucesso do percurso de vida de cada cidadão não pode depender fatalmente do contexto mais ou menos difícil em que cada um nasce ou cresce. O sucesso de cada pessoa deve, sim, depender das suas escolhas feitas entre o maior número de possibilidades que a sociedade lhe oferece". Daí que - vincou - "a nossa aposta na Ação Social tente, precisamente, criar uma cidade mais coesa socialmente e com maiores e melhores oportunidades para todos", pois "queremos um Porto em que todos tenham lugar".

Fernando Paulo sublinhou ainda a importância da atuação em rede das instituições municipais, outras entidades e voluntários, referindo que a Câmara do Porto tem vindo a executar um conjunto de políticas e medidas que concorrem para "melhorar a qualidade de vida das pessoas, promovendo uma verdadeira inclusão social dos cidadãos" e estimulando-os a "participar nas soluções para os seus próprios problemas".

Nesse quadro, considerou que a conclusão do I Curso de Juízes Sociais constituiu também um marco de celebração e de compromisso por ter permitido "qualificar e formar cidadãos que certamente vão ser ainda mais intervenientes e militantes ativos na promoção e proteção das crianças e dos jovens".
Porto. Diário.
COMUNICADO: a inacção cúmplice do PS na Arrábida desde 2001 a 2016
O "Grupo do PS na Câmara e na Assembleia Municipal" emitiu hoje um irresponsável comunicado defendendo o embargo da obra da Arcada na Arrábida, acusando a Câmara do Porto de "inacção cúmplice", o que é inaceitável face ao conhecimento que os eleitos daquele partido têm do processo e às responsabilidades directas e concretas que tiveram no passado. Importa, por isso, publicamente esclarecer os munícipes.
COMUNICADO: a inacção cúmplice do PS na Arrábida desde 2001 a 2016
O "Grupo do PS na Câmara e na Assembleia Municipal" emitiu hoje um irresponsável comunicado defendendo o embargo da obra da Arcada na Arrábida, acusando a Câmara do Porto de "inacção cúmplice", o que é inaceitável face ao conhecimento que os eleitos daquele partido têm do processo e às responsabilidades directas e concretas que tiveram no passado. Importa, por isso, publicamente esclarecer os munícipes.

O "Grupo do PS na Câmara e na Assembleia Municipal" emitiu hoje um irresponsável comunicado defendendo o embargo da obra da Arcada na Arrábida, acusando a Câmara do Porto de "inacção cúmplice", o que é inaceitável face ao conhecimento que os eleitos daquele partido têm do processo e às responsabilidades directas e concretas que tiveram no passado. Importa, por isso, publicamente esclarecer o seguinte:


Quanto a cumplicidade, deve estar o PS a referir-se ao presidente da Câmara socialista que, em 2001, entregou os terrenos em causa ao promotor, em reunião de Executivo com o voto de outros vereadores do PS e do PSD e que, de seguida, aprovou o primeiro Pedido de Informação Prévia (PIP), conferindo dessa forma direitos adquiridos.


Ao falar de irresponsabilidade só pode estar o PS a referir-se a Manuel Correia Fernandes, o vereador socialista, número 2 de Manuel Pizarro, no mandato passado e que, em 2016, aprovou novos PIP sem os quais a obra não estaria hoje a ser construída.

Quanto a "inacção", deve o PS de Pizarro estar a referir-se ao facto do seu vereador do urbanismo ter aprovado (e até desenhado ele próprio) os prédios agora em construção, sem nunca ter pedido um único parecer jurídico à direcção jurídica da Câmara ou a alguém e sem nunca ter dado conta ao Presidente da Câmara, ao Executivo presidido por Rui Moreira ou à Assembleia Municipal que pretendia aprovar, ali, um prédio de 15 andares.

A Câmara Municipal do Porto vai continuar a agir responsavelmente. As indeminizações que teria que pagar caso, sem sentença ou despacho judicial, ao sabor do populismo que grassa em páginas de Facebook, embargasse irresponsavelmente a obra sucessivamente aprovada pelo PS, seriam elevadíssimas.

Mas se um dia houver indemnizações a pagar, ao contrário do que agora diz o PS, não será por inacção, mas por tudo o que fez um presidente socialista e o vereador escolhido por Manuel Pizarro e não porque o actual presidente da Câmara decidiu agir perante a Lei e não ao sabor da demagogia.

Caso a Câmara do Porto, um dia, venha a ter que pagar pelos erros de alguém, essa factura terá a marca do Partido Socialista, que entregou os terrenos à IMOLOC em 2001, aprovou o primeiro PIP em 2002 e, em 2016, aprovou os dois PIP que permitem que a obra hoje exista.

Ao PS, que agora assume a paternidade de websites quando até aqui os alimentou de forma anónima, exige-se que assuma as suas responsabilidades perante a cidade, em lugar de continuar a procurar, como fez na Comissão de Inquérito, desinformar a opinião pública e sacudir a água do capote.

Finalmente, questiona-se se o PS, nos 12 anos em que foi oposição ao Executivo de Rui Rio - e também nesse tempo se deram avais sucessivos ao empreendimento - nunca o PS veio questionar a legalidade da obra ou a revogação dos PIP, dos licenciamentos ou das licenças de obra então passadas ao mesmo promotor.

Autorizar para depois embargar e obrigar a Câmara a pagar elevadas indemnizações é, isso sim, um comportamento suspeito que o PS tem que explicar.

Porto. Diário.
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